quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Teste: Nova Honda CG 125 Fan 2014

01/08/2013 Carros do Álvaro — Básica mais vendida perde a cara de ‘moto de motoboy’, simples demais. Por R$ 5.490, nova CG 125 tem painel digital sem marcador de combustível.
Ao renovar a CG, sua linha líder de vendas no país, a Honda fez uma das mudanças visuais mais radicais de todas as gerações da moto, que já chegam a 8. No entanto, uma das novidades mais impactantes foi estender a mesma atualização estética das 150 para o modelo de entrada da linha, a CG 125 Fan, moto básica mais vendida do Brasil.

O modelo que tem como público-alvo pessoas que utilizam a moto como ferramenta de trabalho, como motoboys e motofretistas, deixou de ser simples demais.
Veja lista completa de preços da CG 125 Fan

CG 125 Fan KS: R$ 5.490
CG 125 Fan ES (partida elétrica): R$ 6.100
CG 125 Fan ESD (partida elétrica + freio a disco): R$ 6.250

O visual mais moderno aposentou de vez o farol no estilo redondo, que acompanhava a CG praticamente desde a 1ª geração, de 1976. De ponta a ponta, a CG 125 Fan tem nova “cara”, com destaque para traseira mais esportiva e carenagens envolvendo o tanque.

Toda a linha teve 90% da estrutura renovada, com a adoção de um chassi 3,8 kg mais leve. A versão top de linha, ESD, e a intermediária, ES, começam a ser vendidas em agosto e ESD conta com freio a disco na dianteira. A versão “pé de boi” KS, continua com freios a tambor e partida a pedal, e deve chegar às lojas em setembro. Outro diferencial da KS será o tanque, mais simples que o restante da linha

Apesar de tantas mudanças, a Honda optou por manter o motor de 124,7 cilindradas carburado em todas as CGs 125. Segundo a empresa, a escolha por esta configuração, enquanto a CG 150 já tem motor flex com injeção eletrônica há 4 anos, ocorreu para manter a moto mais barata, como opção de entrada.

A mesma solução é utilizada pelos concorrentes diretos da CG 125. Yamaha 125 Factor, Suzuki Yes 125 e Dafra Speed 150 estão na lista de possíveis rivais pelo preço que cobram.

Conheça algumas concorrentes da Honda CG 125 Fan.

Impressões

Experimentamos as versões ESD e ES no Centro Educional de Trânsito Honda (CETH), em Indaiatuba (SP) – não era permitido andar com as motos na rua. A KS não estava disponível para rodar.

O motor da CG 125 gera os mesmos 11,6 cavalos da geração anterior, mas, devido à redução de peso, que varia de 4 a 5 kg, dependendo da versão, a CG 125 ganhou novo fôlego. Mesmo assim, seu funcionamento não chega a empolgar e pode ser classificado apenas como correto, já que a ideia da moto é ser uma opção econômica para rodar na cidade.

Com as alterações, o modelo tornou-se 7% mais econômico em termos de consumo de combustível, declarou a Honda. A nova geração faz média de 44 km/l, enquanto a CG antiga obtinha 41 km/l.

As mudanças foram pensadas para quem passa muitas horas em cima da moto durante o dia: o assento é de novo material, mais macio, que fez melhorar o conforto.

A maneabilidade da moto também está melhor, graças ao chassi mais leve e resistente, com aço de alta tensão. Este fator também foi ajudado por uma leve alteração na inclinação das suspensões dianteiras, agora com ângulo mais fechado.

Os amortecedores mantiveram-se inalterados e seu desempenho fica devendo para os da 150, que estão mais altos, mas nada que comprometa o produto.

Painel é digital, mas...

Seguindo a modernização do visual, a empresa também atualizou o painel, que agora é totalmente digital de série. Isto um grande avanço para um modelo de entrada, mas o pecado está em não trazer marcador de combustível. Assim, o motociclista tem de ficar de olho no aviso da luz de reserva.

Outros detalhes que comprometem são as ausências do lampejador, que aciona momentaneamente o farol alto, e o botão “corta-corrente", utilizado para desligar a moto sem a necessidade de girar a ignição. A justificativa da marca, mais uma vez, foi a contenção de custos, além de ter obtido, através de pesquisas com o consumidor, a informação de que esses não são itens essenciais.

No entanto, para o objetivo de utilização da moto, que é de ficar muitas horas se deslocando por vias urbanas e com muitas paradas, como no caso dos motoboys, esses recursos seriam bem-vindos.

Grande avanço

Entre o mix de modelos, a versão de base KS representará o maior volume de vendas, com a missão de alcançar 30.625 unidades emplacadas até o final do ano, mesmo com sua chegada atrasada em um mês comparada às outras. Para a Fan ES, a expectativa é de emplacar 12.700 motos, ficando também atrás da ESD, da qual se espera vender 22.350 unidades.

A nova geração da CG 125 Fan obteve importantes progressos, principalmente, no seu visual: perdeu de vez a cara de “moto de motoboy” que tinha. Resta saber se este público-alvo vai aceitar a nova tendência.

O novo chassi fez um conjunto que já era eficaz e robusto evoluir, mas parece que o principal foco da Honda foi dar uma nova cara para o modelo.

Muito importante foi a chegada da opção com freio a disco, que só aparece na versão top de linha da principal rival, a YBR 125. Na versão ED, a moto da Yamaha custa R$ 6.490, trazendo também rodas de liga-leve. Falta para a YBR uma opção mais intermediária, com rodas raiadas e freio a disco na dianteira, como a Fan 125 ESD.

Com o avanço da nova geração, a CG 125 Fan que estava ficando para trás de suas rivais, em questão de conjunto, volta forte na briga. O objetivo é alavancar as vendas da 125, que já foi seu modelo mais vendido.

Após o início da crise do mercado de motos no Brasil, que começou no ano passado, as 150 a ultrapassaram pela dificuldade de crédito para o modelo de entrada. Como geralmente quem vai comprar uma 150 está fazendo um upgrade de moto, a venda ficou mais fácil do que a das 125 de entrada.

Compare a nova geração com a antiga na foto abaixo.

Texto: Rafael Miotto / Fotos: Raul Zito / G1 / Divulgação / Fonte: Globo.com

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