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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Teste: Ford EcoSport Titanium 2.0 2013

13/08/2012 Carros do Álvaro — Com carona no New Fiesta, versão Titanium 2.0 cria um Ford EcoSport mais refinado do que nunca.
O EcoSport sempre foi – e continua a ser – um Fiesta redimensionado. Traz consigo praticamente todas as qualidades e defeitos do modelo de passeio, só que em escala ligeiramente maior. Na primeira geração do utilitário isso não era algo propriamente positivo, já que o Fiesta cumpria apenas a função de ser o carro mais barato da Ford. A nova geração do utilitário, que chega às lojas em setembro, tem história parecida. Só que para o lado positivo. Por ser baseado no New Fiesta, um modelo verdadeiramente global e que precisou se adaptar a diversas normas internacionais de qualidade, o EcoSport ficou mais sofisticado. E, de todas as versões, a topo de linha Titanium 2.0 é a que mais “pegou carona” nesse upgrade. Com boa lista de opcionais e construção moderna, ele até faz esquecer a origem de seu projeto de modelo compacto.

A começar pelos R$ 70.190 cobrados. É que, com a experiência da antiga geração, a Ford percebeu que a perceção de valor atribuída ao SUV é maior, independentemente do seu tamanho. Ao menos, os valores exagerados na etiqueta são acompanhados por uma melhor concepção do modelo. Desde o design, até a engenharia. E, se no caso da configuração Titanium o objetivo é “roubar” alguns clientes que antes nem pensavam no EcoSport como opção de compra, a estratégia tem de passar por tratar bem os ocupantes. Para fazer isso, a versão traz essenciais bancos de couro, ar-condicionado digital, controle de estabilidade e de tração, direção e trio elétrico, sensores de estacionamento, luminosidade e chuva, rádio/CD/MP3 com sistema de reconhecimento de voz e keyless. Entre os itens de segurança, destaque para os seis airbags. Mesma lista de equipamentos do New Fiesta mais equipado.
No resto, o desenho ficou bem mais ousado e segue a identidade visual internacional da marca. Muito pelo fato de que, agora, o EcoSport não é mais um produto destinado apenas à América Latina. Ele também será produzido na China, Tailândia e China e vendido em mais de 100 países.
O desenvolvimento do carro foi capitaneado pela matriz brasileira por causa exatamente do “know how” da primeira geração do modelo. A plataforma é a do New Fiesta, mas com ajustes, principalmente na estamparia. Aços de baixo peso e alta resistência foram usados em boa parte da carroceria, e dão mais rigidez torcional ao veículo. Para se ter noção, mesmo sendo 17 cm maior, 23 cm mais alto e com 4 cm a mais de distância entre-eixos do que o New Fiesta, ele é apenas 98 kg mais pesado.

Quando a comparação é entre versões topo de linha, o trem de força do EcoSport não evoluiu muito em relação à geração anterior. Manteve o 2.0 Duratec que estava no antigo modelo, mas com uma ligeira melhora no funcionamento com etanol. Saiu de 145 cv e 19,4 kgfm para 147 cv a 6.250 rpm e 19,7 kgfm de torque. Com gasolina, a potência se manteve em 141 cv e o torque caiu de 19,1 kgfm para 18,9 kgfm. Por enquanto, a transmissão é sempre manual de cinco marchas. No final do ano a Ford deve introduzir uma modificação importante no utiltário: um câmbio automatizado de dupla embreagem de seis velocidades. Na mesma época, a configuração com tração integral também chegará ao mercado nacional. 
Primeiras impressões

Robustez em movimento

Natal/RN – Depois de diversos teasers e pré-lançamentos, uma das maiores decepções do novo EcoSport foi que os modelos usados no evento de apresentação ainda eram de pré-série. Isso significa que as montagens de peças do painel e até no encaixe da carroceria eram abaixo do padrão desejável. Existia uma falta de homogeneidade entre as unidades. De dois carros dirigidos, ambos na versão Titanium, apenas uma tinha alças de segurança no teto. A qualidade do tecido que ia por ali também variava de carro para carro. Tipo de problemas que geralmente são sanados com a produção normal.

O que não deve mudar muito é a escolha de materiais. Até nesta configuração topo de linha, a Ford deixa a desejar. O maior problema é no painel. Os plásticos são duros e rugosos. São hostis ao toque e nem agradam ao olhar. Na Titanium, o plástico em dois tons ajuda a amenizar a situação. Outro item que melhora o conforto a bordo é o bom revestimento de couro, espalhado inclusive até as portas. A lista de equipamentos é outra que tenta disfarçar a falta de esmero na cabine. O EcoSport Titanium é completo, com itens bem úteis, como o rádio com entradas auxiliares.

Nos pouco menos de 100 km que separam a capital potiguar da Praia da Pipa, a dinâmica do EcoSport agradou bastante. A estabilidade é excelente. Muito por causa dos aços de baixo peso utilizados na carroceria. Assim, o carro fica mais alto, sem levantar muito o centro de gravidade, o que melhora drasticamente a dirigibilidade. O conforto ao rodar foi outro que surpreendeu. Em um primeiro contato até parece que a suspensão é rígida demais, mas mesmo depois de um trajeto em estrada, ela se mostra bem calibrada e com boa absorção dos impactos.

Além do recheio, outro diferencial da versão Titanium é o motor 2.0 Duratec. Ele se mostra mais adequado às dimensões e peso do EcoSport que o 1.6 Sigma. Apesar de não ser um propulsor que preze pela suavidade, ele até chega a giros altos sem grandes “reclamações”. Um dos pontos negativos é que o torque só aparece em rotações muitos altas, mesmo com pequenas alterações da Ford para trazer a força em regimes menores. O carro fica “murcho” abaixo das 2.500 rpm e acaba pedindo reduções.
Ficha técnica

Ford EcoSport Titanium 2.0

Motor: Gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.999 cm³, quatro cilindros em linha, duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro e comando variável de válvulas na admissão. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira, com controle eletrônico a partir da versão Freestyle.
Potência máxima: 141 cv e 147 cv com gasolina e etanol a 6.250 rpm.
Torque máximo: 18,9 kgfm e 19,7 kgfm com gasolina e etanol a 4.250 rpm.
Diâmetro e curso: Motor 2.0: 87,5 mm X 83,1 mm com taxa de compressão de 10,8:1.
Aceleração 0-100 km/h: Motor 2.0: 10,8 e 10,5 segundos com gasolina e etanol.
Velocidade máxima: 180 km/h limitada eletronicamente.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com braços inferiores, barra estabilizadora, amortecedores hidráulicos pressurizados e molas com compensação de carga lateral. Traseira semi-independente com eixo de torção, amortecedores hidráulicos pressurizados com molas helicoidais. Controle eletrônico de estabilidade.
Pneus: 205/60 R16.
Freios: Discos ventilados na frente, tambores atrás e ABS de série.
Carroceria: Utilitário esportivo em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,23 metros de comprimento, 1,76 m de largura, 1,67 m de altura e 2,52 m de distância entre-eixos. Airbags frontais, laterais e de cortina.
Peso: 1.297 kg.
Capacidade do porta-malas: 362 litros.
Tanque de combustível: 52 litros.
Produção: Camaçari, Bahia.
Itens de série: Ar-condicionado digital, direção elétrica, trio elétrico, rádio/CD/MP3/Aux com sistema SYNC, faróis com led, faróis de neblina, rodas de liga leve de 16 polegadas, computador de bordo, sensor de estacionamento traseiro, controles de estabilidade e de tração, assistente de partida em ladeiras, airbags frontais, laterais e de cortina, bancos de couro, keyless, sensores de chuva e luminosidade e retrovisor interno eletrocrômico.
Preço: R$ 70.190.
Por: Rodrigo Machado / Auto Press / Fonte: Motor Dream

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