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segunda-feira, 26 de março de 2012

Comparativo: Fiat Bravo 2012 versus Ford Focus 2012

26/03/2012 Carros do Álvaro — Fiat Bravo não supera o Ford Focus.
Mais do que substituir o Stilo, o Bravo tem outra missão importante no Brasil: roubar clientes do Focus. Como quem chega depois tem a vantagem de se posicionar melhor no mercado, o Fiat traz motor 1.8 de até 132 cv a partir de R$ 55.480, ante os R$ 53.430 cobrados pela versão GL com propulsor 1.6 de até 115 cv do Ford. Embora tenha cilindrada maior, mais equipamentos e desempenho superior, o hatch mineiro estreante não conseguiu superar o argentino veterano.
Além de a opção GLX do Focus (R$ 55.285) já trazer lista de série equivalente à do Bravo, ele oferece cabine mais espaçosa, melhores dirigibilidade e acerto de suspensão, características que o tornam mais estável que o rival. Seu propulsor Sigma 1.6 também não faz feio diante do E.torQ 1.8. Aliás, o motor do Ford vibra menos que o do Fiat e em movimento o hatch feito no país vizinho mostra-se mais suave e amigável de guiar.
Os engates do câmbio e a resposta da direção são significativamente superiores no Ford. A melhor posição de dirigir é facilmente encontrada nos dois carros, mas só o Bravo oferece sistema que torna a direção mais leve em manobras.
O acabamento da cabine do Fiat também é mais caprichado, com materiais que aparentam ser de boa qualidade, mas a vida a bordo no Focus é mais agradável. Além de ser 5 cm mais largo, o Ford tem entre-eixos maior (são 4 cm a mais) e seus comandos estão mais bem alocados.
A vantagem teórica de 72 litros no porta-malas do Bravo se esvai na prática, pois o assoalho do bagageiro do Ford é plano, ao contrário do do Fiat, que tem o estepe saliente. Suas caixas de roda também roubam mais espaço que no concorrente.
Os dois são bem equipados desde as versões de entrada: trazem rodas de liga leve de 16”, por exemplo. Mas se quiser freios ABS, tanto o comprador do Fiat quanto o do Ford terá de encarar as listas de opcionais. 
por: Michel Escanhola - fotos: Sérgio Castro/AE
Fonte: Blogs Estadão

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